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(Foto: dia 21/08/2010 com a banda Fused)

Hoje eu acordei e o céu estava cinza. Logo pensei que estivesse um pouco sonolenta e não estava enxergando direito, mas não, o céu estava escuro mesmo. Ok. Quando eu sai na rua, reparei nas pessoas, as pessoas estavam cinzas também.
Fico pensando em quem mora com precárias condições, nos eleitores em ano de eleição ou até nos compositores tentando trabalhar. Todos eles têm esperança, certo? Sim, certo. Talvez até esperem muito. Digo mais: é facílimo alimentarmos o monstrinho que vive dentro de nós, mais especificamente, dentro da nossa alma e coração. Ele reage a qualquer sinal de calor e está bem alimentado com qualquer sonho ou pensamento frágil.
A esperança é como uma criança de 3 anos de idade: se tu facilitas, ela chora ou, com um doce, explode de felicidade. Se eu começar a citar aqui, nunca vou terminar, pois são tantos os motivos para nos deixar com ganas das coisas, fazer nossos olhos brilharem e nosso monstrinho pular de alegria. Entretanto, é a esperança, também, que faz nossos dias tornarem-se gris. O monstrinho resolve tomar uma posição dentro de ti e quer sair para explorar o mundo lá fora. Chega o momento em que tu estás esperando demais e, enfim, tomas consciência disso. A vida anda ilusória demais ultimamente, sendo um atrativo para cairmos em suas peças e perdermos a cor nos nossos olhos. A graça some, a compaixão cansa, o sorriso cai e a vontade termina. Um cinza sem nitidez.
A falta de esperança é como um velho de 70 anos de idade, quando tu perdes, é só esperar o fim dos sonhos. Qual a graça de olhar um filme sabendo do final? De sair de casa sabendo o que vai acontecer? Conhecer alguém novo sabendo o rumo que as vidas irão tomar? Quero parar por aqui. Quero a vivacidade do anseio e dos objetivos, voltar a ter os 3 anos.
Por fim, hoje mesmo, as cores voltaram para mim. Pude ver com nitidez as árvores com suas folhas verdes, a terra marrom e o neon das luzes em qualquer lugar. Sendo assim, venho apelar para que tu não te deixes levar por qualquer ilusão que ganhas de presente. Planejar é incrivelmente lindo, pois tem limite. Não deixes de viver a vida que tens por aquela que idealizas. Vez ou outra o incolor volta, mas cabe a nós usarmos nossos lápis de cor e tonalizarmos tudo novamente, afinal, só depende de cada um.
Olhei para a janela agora, o dia voltou a estar cinza. Sem preocupações, é só o tempo, resolvam-se com os meteorologistas.



Às vezes eu acho que perco minha capacidade de escrever. Os assuntos deixam de ser interessantes e as palavras não conseguem tomar um rumo fora da mente para serem unidas em uma frase.
Esse assunto tem sido questionado por várias das minhas noites de sono incompleto – as quais geram um grande atraso na vida, pois o amanhecer torna-se impossível com a dor de cabeça – e me deixado um tanto frustrada. É bastante óbvio que nós, seres humanos errantes e aprendizes, não somos capazes de tudo aquilo o que idealizamos e colocamos como meta. O que me intriga é a incapacidade que temos com os nossos sentimentos e impulsos, que para mim são, praticamente, opostos.
Uma vez em que eu declaro para o espelho “estou apaixonada”, meu sentimento passou do estágio racional eu-sei-o-que-estou-sentido, para o estágio não-me-controlo-mais. É simples. Tu ficas, definitivamente, sem capacidade alguma de não ficar nervosa quando o causador ou causadora de tudo isso aparece. Chega a ser irritante, até.
Ok. Agora vêm os impulsos. O impulso é o maior inimigo do sentimento, eu irei provar: caso tu ames sem ser recíproco – e caso tu não sejas um ou uma cara de pau – nunca irás assumir perante a pessoa esse amor, não usara o estimulo que te impulsiona. Sendo assim, novamente tu estás incapaz e profundamente irritado com essa retração.
A finalidade dessas minhas multidões de palavras é tentar expressar o quanto angustia quando nos sentimos presos e sem ação ou reação. Essa mesma coisa acontece com o compositor que não tem rimas para compor, com o estilista sem a cor do verão, ou os colunistas sem o seu precioso assunto do dia. A falta de capacidade nos torna pessoas atrasadas e mal humoradas, realmente. Mas há coisa pior. O pior é quando terceiros nos jogam na cara como quem joga roupa suja no cesto as atitudes as quais não podemos tomar ou as verdades do que não podemos fazer. Isso me envelhece e faz de mim aquela mulher que não tem coragem de esperar muita coisa da vida, entende? Planejar com receio, amar com medo do descontrole e querer agir segurando o freio de mão.
Numa boa, algumas vezes eu queria TER a capacidade de ser incapaz de sentir.

Eu não ligo pros comentários que vão fazer.Por isso tenho esse meu jeito meio largado,se vãofalar do meu bigode de ''carroçeiro''...Azar!Se eu quizer raspar o cabelo,basta eu acordar com vontade,se eu quero escutar uma musica diferente,FODA -SE a vida é minha pô.Esses dias,eu tinha uma festa pra ir,minha mãe perguntou se eu ia assim (bigodinho cretino/projeto de barba mal feita/calça jeans/casaco social/camiseta manga curta/tênis velho)eu falei que sim,eu tava me sentindo bem.Ela disse : Assim vão falar mal de ti,eu respondi que não ligava,não ligo mesmo.
O mundo é todo errado pra julgar alguem pelo modo que ela se veste,se tem tanta coisa pra se preocupar e as pessoas acabam falando o que ofulano ta vestindo.Cada pessoa tem uma vida,sentimentos/pensamentos diferentes,opiniões própias.Acho que cabe a nós,respeitar.O mundo pode ser diferente,basta agente QUERER.
